sexta-feira, 20 de março de 2009

Chegou a Moto Flex

Seis anos depois de ser implantada nos automóveis, a tecnologia flex chega ao mundo das duas rodas. A Honda apresentou na semana passada a primeira moto movida a gasolina ou álcool, a CG 150 Titan Mix, que ganhou também injeção eletrônica e bomba de combustível. A montadora de Manaus espera vender mais de 180 mil unidades ao ano do novo produto, desenvolvido durante dois anos anos pela matriz, no Japão. A Mix chega ao mercado no fim do mês nas versões KS (partida no pedal), ES (partida elétrica) e ESD (partida elétrica e freio a disco), a preços que variam entre R$ 6,3 mil e R$ 7,2 mil cerca de R$ 300 a mais em relação aos mesmos modelos movidos apenas a gasolina. Sem necessidade de um tanque extra, os combustíveis podem ser misturados, mas para quem mora no Sul do Brasil, a Honda recomenda manter pelo menos três litros de gasolina no tanque para que, nas manhãs mais frias, a moto não tenha problema para dar partida.

– Fizemos vários testes e, numa temperatura ambiente de até 15ºC, não houve qualquer problema para a moto pegar mesmo só com álcool no motor – explica o relações públicas da Honda, Alfredo Guedes.

Para o condutor controlar o combustível predominante no tanque, a nova Titan tem duas luzes sinalizadoras no painel, a MIX e a ALC (veja ao lado). Também na hora da compra, o cliente ganha um DVD de 12 minutos explicando o funcionamento do veículo. Conforme a Honda, o motor da moto consome cerca de 30% mais quando utiliza álcool.

– O álcool é um combustível menos poluente e de fonte renovável. Além disso, aumenta um pouco a potência da moto – argumenta o gerente do Departamento de Novos produtos da Honda, José Luiz Terwak.

O motor gera 14,2 cavalos de potência com gasolina e 14,3 cv com álcool. Para compensar a menor autonomia com o combustível, o tanque passou para 16,1 litros. Para o propulsor usar também o carburador, foi trocado pela injeção direta, acrescentada uma bomba de combustíveis e um novo filtro. O motor de arranque ganhou mais força e um catalisador foi acoplado ao escapamento, o que deixou o veículo até 82% menos poluente do que os níveis estabelecidos pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot3).

O primeiro semestre será uma espécie de período de testes para a montadora decidir se adota o sistema bicombustível em mais modelos.

– Estudos existem, e seria possível adotar a tecnologia em outras motos ainda este ano, mas dependerá de uma série de análises – completa Guedes.

Fonte: Jornal Zero Hora

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